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Quanto custa começar como corretor de imóveis

Os custos de entrada na corretagem: formação, registro no CRECI, estrutura de trabalho, divulgação e reserva para os meses sem receita, com roteiro de cálculo.

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Indicado para: Quem quer ser corretor

Este artigo aprofunda um tema de Como se tornar corretor de imóveis.

Não existe um valor único para começar na corretagem. O custo depende da região, da escola escolhida para a formação, do Conselho Regional em que a inscrição será feita e, principalmente, do modelo de atuação. Por isso, em vez de um número que valeria para poucos, vale organizar os grupos de custo e montar a própria conta com os valores da sua realidade.

Se você ainda está decidindo se a profissão faz sentido, comece por vale a pena ser corretor de imóveis. As etapas a que esses custos correspondem estão em como se tornar corretor de imóveis.

Os grupos de custo

Os gastos de quem começa podem ser separados em seis grupos. Alguns acontecem uma vez; outros se repetem todos os meses ou todos os anos.

GrupoExemplosFrequência
FormaçãoCurso de Técnico em Transações Imobiliárias, material, estágioUma vez
Registro profissionalTaxas de inscrição e emissão de carteira, anuidade do CRECIInscrição uma vez; anuidade todo ano
Estrutura de trabalhoCelular, plano de dados, ferramentas de registro, armazenamento de arquivosCompra inicial e mensalidades
Deslocamento e apresentaçãoTransporte, estacionamento, vestuário, material impressoMensal
DivulgaçãoAnúncios em portais, fotografia, presença digitalMensal, conforme o modelo
Reserva financeiraCusto de vida dos meses sem receitaFormada antes de começar

Formação

A Lei nº 6.530/1978 (art. 2º) permite o exercício da profissão ao possuidor do título de Técnico em Transações Imobiliárias. O valor do curso varia bastante entre escolas e entre as modalidades presencial e a distância. Na comparação, considere o que está incluído: material, estágio supervisionado, suporte durante o curso e emissão do diploma. Um curso mais barato que não atende às exigências do CRECI para a inscrição acaba saindo caro. Os critérios de escolha estão em curso de Técnico em Transações Imobiliárias.

Registro no CRECI

A lei atribui ao Conselho Federal a competência para fixar as multas, anuidades e emolumentos devidos aos Conselhos Regionais (Lei nº 6.530/1978, art. 16, VII). Na prática, há dois tipos de custo:

  • Custos de entrada: taxas de inscrição, de expediente e de emissão da carteira profissional, conforme a tabela do regional.
  • Custo recorrente: a anuidade, devida todos os anos enquanto a inscrição estiver ativa.

Como os valores mudam de um ano para outro e entre regionais, consulte a tabela vigente no site do CRECI do estado em que pretende atuar antes de fazer as contas. A anuidade precisa entrar no planejamento desde o primeiro ano: deixar de pagar a contribuição ao Conselho Regional é conduta vedada ao corretor (Lei nº 6.530/1978, art. 20, X). As etapas da inscrição estão em inscrição no CRECI.

Estrutura de trabalho

A estrutura mínima de quem começa é enxuta, mas não é zero:

  • Celular com boa câmera e espaço de armazenamento, porque ele será usado para atendimento, fotos, documentos e agenda.
  • Plano de dados compatível com o uso fora de casa, em visitas e deslocamentos.
  • Registro de clientes e imóveis: uma planilha atende no início; um sistema pago passa a fazer sentido quando o volume cresce. Veja CRM para corretor de imóveis.
  • Armazenamento de arquivos com cópia de segurança, para documentos de clientes e imóveis.
  • Computador: não é indispensável no primeiro dia, mas facilita a leitura de documentos, contratos e planilhas.

O panorama das ferramentas, com os cuidados de cada uma, está em ferramentas digitais do corretor.

Deslocamento e apresentação

Visitas de captação, visitas com compradores, idas a cartórios e reuniões geram custo de transporte e, em muitas cidades, de estacionamento. Esse costuma ser o gasto recorrente mais subestimado por quem começa. Some também vestuário adequado ao atendimento e algum material impresso, como cartões de apresentação. Todo impresso relativo à atividade profissional deve trazer o número de inscrição no CRECI (Decreto nº 81.871/1978, art. 4º).

Divulgação

O peso da divulgação depende do modelo de atuação. Quem trabalha associado a uma imobiliária costuma usar a estrutura de anúncios dela, conforme o contrato. Quem atua de forma autônoma arca com anúncios em portais, fotografia, presença nas redes e, eventualmente, um site próprio. Antes de contratar qualquer plano de anúncios, lembre que só pode anunciar publicamente o corretor que tiver contrato escrito de mediação ou autorização escrita do proprietário (Decreto nº 81.871/1978, art. 5º). Sem captações formalizadas, não há o que divulgar. Veja portais imobiliários e regras de publicidade do corretor.

O modelo de atuação muda a conta

Quem paga cada item varia conforme o modelo e, no caso da associação, conforme o que estiver escrito no contrato.

ItemAssociado a imobiliáriaAutônomoContratado
Formação e CRECICorretorCorretorCorretor
Estrutura básica (celular, dados)Corretor, em regraCorretorConforme o contrato de trabalho
Sistema de clientes e imóveisFrequentemente da imobiliáriaCorretorEmpresa
Anúncios e portaisFrequentemente da imobiliáriaCorretorEmpresa
DeslocamentoCorretor, em regraCorretorConforme o contrato de trabalho

Leia o contrato antes de assumir que um custo é da imobiliária. As diferenças entre os modelos estão em corretor autônomo, associado ou contratado, e os pontos de atenção do contrato em contrato de associação entre corretor e imobiliária.

A reserva para os primeiros meses

O maior custo de começar raramente aparece em uma nota fiscal: é o período em que o corretor trabalha sem receber. A comissão é devida quando o resultado previsto na mediação é alcançado, e entre o primeiro atendimento e o recebimento há visitas, negociação, documentação e, muitas vezes, aprovação de crédito. Esse intervalo varia muito conforme o segmento e a região.

Para estimar a reserva:

  1. Calcule o seu custo de vida mensal, sem otimismo.
  2. Some os custos mensais da atividade (deslocamento, dados, ferramentas, divulgação).
  3. Defina por quantos meses quer estar coberto sem depender de comissão.
  4. Multiplique e considere uma margem para imprevistos.

Como a renda funciona e como se organizar com ela estão em como funciona a remuneração do corretor e planejamento financeiro do corretor.

Tributos e contabilidade

Comissões recebidas geram obrigações tributárias, que dependem de como o corretor atua (pessoa física ou pessoa jurídica) e de quem paga. Inclua no planejamento o custo de uma orientação contábil, ao menos no início. O tema está em recibo, nota fiscal e tributos sobre a comissão.

Roteiro para montar a sua conta

  1. Pesquise o valor de duas ou três escolas de TTI aceitas pelo CRECI da sua região.
  2. Consulte, no site do CRECI, as taxas de inscrição e a anuidade do ano.
  3. Liste o que você já tem (celular, computador) e o que precisaria comprar.
  4. Estime o deslocamento mensal pela região em que pretende atuar.
  5. Defina o modelo de atuação e, se for associação, pergunte à imobiliária quais custos ela cobre.
  6. Calcule a reserva para os primeiros meses.
  7. Some tudo e compare com o que você tem disponível hoje.

Onde economizar e onde não economizar

Dá para começar com ferramentas gratuitas, planilha em vez de sistema pago e celular que você já tem. Não vale economizar na formação que habilita o registro, na regularidade com o CRECI, nos documentos que formalizam a intermediação e na reserva financeira. Os três primeiros evitam problemas profissionais; o último evita que a falta de dinheiro force decisões ruins nos primeiros meses.

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Fontes e referências

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